
"As coisas tem que passar, os dias têm que mudar, os ares têm de ser novos e a vida continua, com ou sem qualquer um.”
“Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos.
Coisas que o tempo nós obriga sem opção a fazer...Coisa que machucam ser feitas.
Tropeçarei sozinha em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes.
Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos...Nossos segredos. Eu preciso esquecer,
riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade novas. Não poderei me gabar mais da sua rapidez em abrir meu sutiã. da sua cara de mal.Perderei a seqüência de suas manhãs –
Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-lo com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-lo com a dúvida.
Não receberemos mais elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar.O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água.Terá insônia com outras mulheres. Desviará de assunto ao escutar meu nome.
Não foi desejo. Nem vontade, nem curiosidade, nem nada disso. Foi um choque elétrico meio que de surpresa, desses que te deixa com o corpo arrepiado, coração batendo acelerado e cabelo em pé. Foi sentimento. Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem minhas. A vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi só um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foram os olhos, nem os sorrisos, nem o jeito de andar ou de se vestir, foram ás palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes.
Foi amor.
É amor.
Mais acabou...
E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora.''
''Eu preciso saber te DEIXAR IR...''
27 de setembro de 2012
''Eu preciso saber te DEIXAR IR...Eu preciso aprender.''
Carinho postado por Aline Zuque. às 17:11
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