18 de janeiro de 2014

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Carinho postado por Aline Zuque. às 05:22

Fim da noite que empurra um novo dia. Novamente ele. Tudo de novo e tudo novo, ainda que o rosto e o gosto já sejam conhecidos. Parece que sempre seremos uma primeira vez mesmo, uma descoberta constante de algo que nos visita e nos muda de lugar. Foi preciso desconstruir alguns pilares essenciais da minha estrutura para conseguir decifrar aquele olhar profundo. E posso dizer que o mundo todo ali se resumiu ao silêncio de tantas palavras que trocamos com os olhos, respondendo nossas perguntas secretas. Subiram algumas poeiras no pensamento ao mesmo tempo que, o envolvimento era inevitável. Por acaso, éramos de novo, um no outro, alimentando um mistério envolto de uma querência espontânea e quase espantada com essa sucessão de (des)encontros. Era para mim, outra noite acordada e furiosa que puxava os pés dos sonhos antes que dormissem. Era para nós, algo entrelaçado com gosto tão bom que brinca com nosso dom de entendermos tudo e não entendermos nada. Era para ele, talvez, o início de uma estrada longa, cheia de curvas sinuosas, na qual ao mesmo tempo que me pega na mão e chama pra aventura, me insinua que o caminho à espera de uma carona descompromissada do destino é saída. Fim de noite onde tudo se autoexplicou através das nossas poses e posses interiores, através dos arrepios da pele que multiplicaram os suspiros. E a natureza de repente testemunhou nossos desejos. E a certeza de que tantos beijos foram deixados registrados alma à dentro é algo inevitável. Arrombamos nossas vontades entrando sem bater um na coincidência do outro e estamos mastigado algo que ainda não sei o nome, mas tem verso, tem verbo e tem muita fome de tudo que não nos for pouco.
O momento do AGORA me demora o suficiente para eu entender que também sou feita de de repentes

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