19 de dezembro de 2012

ACABOUUUUUUUUUUUUUUUU

Carinho postado por Aline Zuque. às 04:40

Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto  de vê-las, de estar ao seu lado, saber suas tristezas, suas esperas,  suas vidas. Às vezes também me dá uma bruta raiva delas, de sua  tristeza, sua mesquinhez. Depois penso que não tenho o direito de julgar  ninguém, que cada um pode — e deve — ser o que é, ninguém tem nada com  isso. Em seguida, minha outra parte sussurra em meus ouvidos que aí,  justamente aí, está o grande mal das pessoas: o fato de serem como são e  ninguém poder fazer nada. Só elas poderiam fazer alguma coisa por si  próprias, mas não fazem porque não se vêem, não sabem como são. Ou, se  sabem, fecham os olhos e continuam fingindo, a vida inteira fingindo que  não sabem.

Caio F. Abreu
“Nenhum pensamento meu tem o poder de te machucar, nenhum mundo para onde eu vá tem o poder de te causar desespero. E eu preciso te sentir na minha ratoeira, eu preciso atirar nas suas asas que sobrevoam meu sossego. Você sempre me deixa, mesmo ficando colado comigo. Eu preciso sentir tormento alheio para desocupar o lugar da atormentada. Eu preciso ter a certeza que no seu ponto perdido no espaço ainda não mora outro rosto. (…) Eu queria não acordar e lembrar que ainda preciso conquistar você, porque você brinca de ser meu, mas mora do outro lado mundo. E eu não sou atleta e nem forte para correr tanto e tão longe, por isso gostaria de destruir tudo o que é seu do meu mapa. Eu tenho muita preguiça do seu olhar de “já sei o que é sofrer, agora posso viver sem medo porque descobri que eu não morro”. (…) Alguém aí pode admitir que essa merda de vida dá um medo filho da puta, e que ficar longe de tudo dói, e que ficar dentro de tudo dói, e que estar aqui, agora, dói pra cacete?”
Acho engraçado quando você olha para mim como se soubesse que eu sou eu. Quando você acredita que me encontra. Tenho vontade de dizer: “Espera o próximo trem chegar, eu aposto com quem você quiser que você vai embora de novo”. Você nunca percebeu quem eu sou. Você nunca notou seu ponto de chegada em mim.

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