
Andei alheia à vida,
atravessando avenidas
sem olhar para os lados,
querendo não ver a tua ausência;
comigo, só o olhar perdido
no sol vermelho do fim de tarde
e um sorriso postiço como os cílios manchados
que os teus dedos não tocaram.
Andei ocupada em me perder
pra não te encontrar mais em meus pensamentos,
pra não contar mais os dias sem ti
nem escutar o que as minhas inseguranças
insistem em dizer.
Andei e ando pensando bobagens,
rasgando papéis
e borrando a maquiagem à toa.
"Que eu consiga alcançar estrelas e tenha a sabedoria de
guardá-las, para as situações de escuridão absoluta.
Que quando nada mais parecer dar certo e a esperança tiver
ficado para trás, corroída pelas traças na gaveta do
esquecimento, eu invente.
Que a raiva não me cegue. Que o medo não me trave.
Que a liberdade não me assuste.
E que nunca, jamais, em tempo algum, eu deixe de acreditar.
Amém!"
15 de dezembro de 2012
Andei alheia
Carinho postado por Aline Zuque. às 03:36
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