
Eu deveria te deixar partir sereno como sempre foi. Esquecer tudo que se passou e viver outra história. Porque é tão difícil aceitar? O plano era a gente ficar junto, lembra? Como pôde ter sido tão fácil pra você? Todos aquele textos melancólicos sobre o amor agora fazem todo o sentido. Percebe? O tempo não parece passar. Eu só revivo aquele momento triste de novo e de novo na minha mente. Como eu queria conseguir apagar todo o passado da memória. Voltar naquele dia em que eu hesitei e tomar uma decisão diferente. Perceba como eu tive razão. Eu amaldiçoo todas as músicas, filmes e coisas que me impedem de esquecer.
Mas então o que é a verdade, se não tudo aquilo em que acreditamos com todas as nossas forças, até o fatídico momento em que não cremos mais? As verdades mudam, e as tuas o fazem numa velocidade que acredito que ninguém seja capaz de acompanhar. Justamente, por medo disso, tratei de despir meus sentimentos de poesia. No entanto, as nossas situações, mesmo nuas de significado, mesmo ceticamente analisadas com a frieza de um cirurgião, teimavam em rabiscar sorrisos na minha cara. Sorrisos que não saíam em água corrente. Mesmo assim, tenho vivido ao pé da letra o ‘dia-após-o-outro’, jamais adornando os dias com os meus costumeiros exageros que conheço bem. É difícil manter os pés no chão enquanto a mente voa.
É só mais uma ferida, como tantas outras. Jamais espere que essa seja a última. O tal do amor não é nem nunca foi fácil de se lidar. Acredito nisso hoje mais do que nunca. Não dá pra entender porque a gente se entrega tanto a uma coisa que no final acaba não significando nada. Que acaba tão facilmente. E se acaba dessa forma não dá pra acreditar que era verdadeiro.
Ñ QUERO MAIS ACREDITAR... SÓ POR HOJE EU PRECISO, Ñ ACREDITAR ...

4 de maio de 2013
(...)
Carinho postado por Aline Zuque. às 06:14
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