
Assim foi nosso primeiro encontro. A sensação de já conhecer o gosto um do outro, uma insistência infinita de colar nos lábios do sentimento e de lá dentro fazer ventar.
Não te olhei por fora, te olhei através, te olhei além de, apesar de. E não é na casca que nutro meus desejos. Te olho inteiro e íntegro, pelo lado de dentro, somente para tentar descifrar seus códigos, traduzir seus símbolos e deitar-me à sombra dos seus pensamentos ocultos. Sei que no seu fundo habita um punhado de açúcar que só espera um tanto de calor pra virar melado. E é tão e só por isso que passeio do seu lado.
(te empresto um beijo meu, sem pedir que me devolva, mas por favor, se envolva, esquece tudo que é pequeno e se demora mais em mim....)




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